VIOLÊNCIA ESCOLAR PREOCUPA ALGUNS MINISTROS EUROPEUS
João Dias da Silva domingo, março 15, 2009A este propósito, convém lembrar que, em Portugal, o relatório nacional de segurança de 2008 continua à espera dos contributos do Ministério da Educação acerca dos incidentes tratados pelo Programa Escola Segura, ao contrário do que aconteceu relativamente a 2007, em que o próprio Ministério se apressou a divulgar os respectivos resultados, na sequência de uma intervenção para "corrigir" os critérios que serviam de base à elaboração dos relatórios anuais.
ESCOLA A TEMPO INTEIRO E BOM SENSO
João Dias da Silva sábado, março 14, 2009TIC, MAGALHÃES E REALIDADE
João Dias da SilvaO "Expresso" de hoje publica um artigo de Joana Pereira Bastos que tem o título "Escolas não usam o "Magalhães".
O Francismata (twitter) escrevia hoje também que os professores cometerão um erro estratégico se não forem líderes no acesso às TIC.
Ora aqui está uma questão que merece ser discutida.
No "Expresso", acrescenta-se que "Segundo um estudo da OCDE, divulgado em 2006, os estudantes do 3º ciclo que usam o computador com frequência há vários anos tendem a alcançar melhores notas a Matemática do que os colegas sem grande experiência no uso destes aparelhos." Mas acrescenta, em abono da verdade, que "Precisamente o contrário conclui uma investigação realizada em 2005 pela Universidade de Munique, segundo a qual a existência de computadores em casa está negativamente associada ao desempenho dos alunos".
Há por aí algums milhares de "Magalhâes" distribuídos; menos de metade daqueles que já deveriam ter sido entregues. Alguns, eventualmente, já estão vendidos em segundas ou terceiras mãos, porque isto de ter um ou dois irmãos, a receberem todos computadores nas escolas, faz com que uma das máquinas possa ser dispensada, até porque ajuda a um pequeno acréscimo orçamental.
Por outro lado, impõe-se que se diga que dar uma aula ou uma sequência de aulas com o computador como instrumento de trabalho exige estudo, formação, experimentação, ensaio. Não é de um dia para o outro que toda uma experiência de aulas conduzidas com apoio dos manuais escolares, do giz e do quadro, passa para a imediata utilização com sucesso das novas tecnologias.
Isto já para não falar de turmas em que só alguns dos alunos têm computador portátil ou em que as salas de aula só têm uma tomada (e funcionará?).
É pena que o nome do aventureiro Magalhães esteja associado a uma aventura que não se aceita quando o que está em jogo é a preparação consistente dos nossos jovens em termos educativos.
Sem pôr em causa que as novas tecnologias são a ferramenta a que nos temos de habituar; sem esquecer que as crianças e os jovens têm uma disponibilidade enorme para a utilização rápida destas máquinas, a verdade é que o bom senso exige que se seja cauteloso e que os passos que se derem nesta área sejam seguros.
